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A coroação de Maria
No início de julho, celebramos a novena e festa do Divino Pai Eterno, no Santuário-Basílica de Trindade. A imagem venerada naquele santuário nos apresenta as três pessoas divinas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) coroando a Virgem Maria como Rainha do Céu e da Terra.
Este mistério de fé, que meditamos também no último mistério do Rosário, foi incluído nas festividades da Igreja pelo papa Pio XII, em 1955. O objetivo era aproximar a realeza da Virgem à sua gloriosa Assunção ao céu. O Papa Pio XII deu vários títulos à Virgem Maria na carta encíclica “A Rainha do Céu” (11 de outubro de 1954): “Mãe da Cabeça e dos membros do Corpo místico, augusta soberana e Rainha da  Igreja, que a torna participante não só da dignidade real de Jesus, mas também do seu influxo vital e santificador sobre os membros do Corpo místico”.
Assunta aos céus, Nossa Senhora recebeu sua justa e merecida glorificação. Maria é Rainha desde o momento em que foi escolhida e aceitou ser a Mãe do Rei do Universo. Filho e Mãe participam da mesma realeza. “A Mãe do Rei é Rainha”, conclui a tradição.
Mas é a maternidade divina de Maria que é a raiz de todas as perfeições e privilégios que a adornam como Rainha. Para ser a “Mãe de Deus”, “foi concebida imaculada e está cheia de graça, é sempre virgem, subiu em corpo e alma aos céus, foi coroada como Rainha da criação inteira, acima dos anjos e dos santos”, disse São José Maria Escrivá. A Virgem Maria, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade infinita, derivada do bem infinito que é Deus.
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