No início da Quaresma deste ano, o arcebispo de Goiânia Dom Washington Cruz lançou a carta pastoral “O Amor vence tudo”, com a intenção de colaborar com a reflexão do último ano de preparação para o Sínodo Arquidiocesano, que se realizará de fevereiro a maio do ano que vem. Para este ano, os caminhos e horizontes pastorais que estamos refletindo enfocam a questão da caridade em nossas comunidades.

A carta pastoral está dividida em cinco partes. Na primeira, ele apresenta o amor que procede de Deus e nos leva a nos aproximar cada vez mais do nosso próximo, colocando-se a serviço. “Quando alguém chega a amar segundo as exigências do Evangelho, não se deve preocupar com a bondade de cada ação tomada isoladamente, porque perceberá facilmente que todos os seus pensamentos e as suas obras, motivadas pelo amor, serão também conforme as prescrições da Lei”, explica o arcebispo ao citar Santo Agostinho tratando da primeira carta de São João (1Jo 7,7-8).
A partir daí, o pastor analisa o serviço da caridade. A diversidade dos dons e ações no campo da caridade nos mantém unidos no mesmo Cristo, já que procuramos amar como Deus ama. Daí vem a sua dimensão eucarística, já que o Senhor é “a única fonte de sustento, sem o qual a caridade perde a sua alma e a sua força para se tornar simples solidarismo”. Por isso, Dom Washington chama a atenção para o testemunho dos sacerdotes e dos diáconos, como agentes que realizam e mobilizam as ações de caridades nas comunidades.
A terceira parte da carta é um pequeno resumo da chamada Doutrina Social da Igreja, que provém do Evangelho. “É o Evangelho de Jesus Cristo aplicado à vida social do homem”, explica o arcebispo. Para ele, a difusão desta doutrina é uma prioridade pastoral, pois busca promover e garantir a dignidade do ser humano. Ele apresenta cinco princípios básicos da Doutrina Social da Igreja: o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade, a participação e a solidariedade.
Ao falar dos marginalizados da sociedade, especialmente os desempregados, os sem-teto, desabrigados, etc., Dom Washington Cruz é taxativo: devemos enxergar nestes que não têm o mínimo necessário para viver a presença sofredora de Cristo. “Se não ouvirmos o seu grito de dor e nos fecharmos em nosso egoísmo, não somos dignos de ser chamados cristãos”, arremata.
Após elencar as principais obras do serviço de caridade na Arquidiocese de Goiânia, a última parte da carta apresenta os desafios urgentes: acolher o rosto de Cristo nos mais pobres, exercitar realmente a caridade na política e promover e proteger a família.
A íntegra da carta pastoral de Dom Washington Cruz pode ser conhecida no site www.arquidiocesedegoiania. org.br , e deve propiciar uma avaliação da ação da Igreja de Goiânia no campo da caridade.