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Paróquia Nossa Senhora da Conceição Matriz de Campinas

Os missionários redentoristas e os 200 anos de Campinas

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Residência dos redentoristas, em Campinas/Goiânia, inaugurada em 1949, chamada carinhosamente de Conventão. Os missionários saíram desta casa em 1985. Atualmente é o Centro Cultural Gustavo Riter que fica no fundo da Matriz de Campinas.
 
Deixamos aqui algumas pinceladas sobre o histórico da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Matriz de Campinas (Goiânia).
 
Limites atuais

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição faz divisa com as seguintes Paróquias:
  • São Cristovão (S. Rodoviário)
  • Nossa Senhora Aparecida (S. Campinas)
  • São Judas Tadeu (S. Coimbra)
  • N. Sra. das Graças (S. Centro-Oeste)
  • Pio X (Fama)
  • São Pedro (Gentil Meireles)
Os limites: Iniciando na Av. Anhanguera (no cruzamento com o Ribeirão Anicuns) segue até a rua Senador Jaime. Da Rua Senador Jaime até a Av. Perimetral. Da Av. Perimetral até a Rua Santa Luzia. Daí até o córrego Abajá. Do córrego Abajá até o Ribeirão Anicuns chegando novamente na Avenida Anhanguera.

Histórico

A Matriz de Campinas é a sede da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Arquidiocese de Goiânia. Sua história começa no longínquo 1843, então Diocese de Goiás. Goiânia iria nascer noventa anos depois. Goiás do século XIX era pouco habitado. Nesse sertão do coração do Brasil existia o lugarejo “Campininhas de Goiás” ou “Campininhas das Flores”. Assim se conta a história: “Em 1722, uma Bandeira, formada por Bartolomeu Bueno Filho, acampou na barranca do córrego João Leite, afluente do Rio Meia Ponte, sítio localizado atualmente ao norte da cidade de Goiânia. Esta notícia é encontrada no Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Teria sido este o primeiro contato do elemento branco com a região das Campininhas, mas ainda não a sua ocupação. A ocupação da terra teria acontecido cerca de 1810, quando o alferes Joaquim Gomes da Silva Gerais instalou uma fazenda no local onde foi criada a vila de Campininhas, com grande patrimônio de terras. A igreja, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, foi elevada à dignidade de freguesia pela lei provincial de 08 de julho de 1843.”

Primeiros Párocos
 
Os redentoristas dirigem a Paróquia de Campinas desde de dezembro de 1894. Antes deles, estes sacerdotes constam na lista dos párocos.

- Padre Basílio Antônio de Santa Bárbara Almeida: 1843-1856

- Padre João Francisco Azevedo do Nascimento: 1856-1871

- Cônego José Olintho: 1871-1874

- Padre Luiz Manoel dos Anjos: 1874-1876

- Cônego José Olintho: 1877-1878

- Padre João Francisco Guimarães: 1878-1881, que foi “suspenso do uso das ordens” e a paróquia ficou “vaga” durante 10 anos.

- Padre Francisco Inácio de Souza: 1891-1893

- Padre Inácio Antônio da Silva: 1893-1894, que recebeu os redentoristas e entregou-lhes a Paróquia no dia 20/01/1895, na Festa de São Sebastião.

Redentoristas em Campinas

Meio século depois de criada a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, ela foi confiada aos missionários redentoristas. Pe. Leodônio Marques, redentorista, que foi pároco de Campinas, assim se expressou ao ser perguntado sobre a história da chegada dos redentoristas: “Eles vieram da Alemanha em 1894. Eram muito zelosos. Vieram a pedido do bispo de Goiás Dom Eduardo da Silva. Depois que aportaram no Rio de Janeiro seguiram de trem para Uberaba-MG. De lá para cá vieram a cavalo, um mês de caminhada (cavalgada). Alguns missionários eram artistas/arquitetos/marceneiros. Construíram a antiga Matriz, a Igreja e o Convento da Vila São José (sem falar do Santuário Velho de Trindade, da Igreja de Bela Vista, de Aparecida de Goiânia e muitas outras). O “Conventão” (hoje Casa de Cultura Gustavo Rither atrás da Matriz) foi construído em 1949.”

Área de ação pastoral no início do século XX

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição compreendia um enorme território geográfico. Melhor, era uma Paróquia única, pois não havia outra por perto. Os missionários vindos da Alemanha, ainda nem tinham aprendido bem a língua portuguesa e já começaram a sair a cavalo para as famosas desobrigas. Pe. Marques lembra que “os redentoristas vindos para atender às romarias de Trindade, no início, ficaram morando só em Campinas mas se deslocavam para todas as direções: de Campinas para Bela Vista, Piracanjuba, Morrinhos, Quirinópolis, Guapó, Varjão, Edéia, São Luiz dos Montes Belos, Anicuns, Americano do Brasil, Iporá, até às Margens do Araguaia”. Por isso mesmo tiveram grande influência na formação religiosa e social de todo o povo da região, no passado e no presente. Pe. Marques lembra uma fala de Dom Fernando: “Os redentoristas são os plantadores da fé na Arquidiocese de Goiânia. Onde passo, o povo fala sempre dos missionários antigos: Pe. Pelágio, Pe. Sebastião e outros.”

Campinas berço de Goiânia

Goiânia nasceu à sombra de “Campininhas das Flores, em 1933. A Arquidiocese de Goiânia foi criada pelo Papa Pio XII, em 1956, sendo o primeiro Arcebispo Dom Fernando Gomes dos Santos, falecido em 1º de junho de 1985. A Arquidiocese foi instalada (posse de Dom Fernando) no dia 16 de junho de 1957. Sobre isso escreve Dom Antonio, que sucedeu a Dom Fernando.

“Eu era padre da Arquidiocese de Goiânia naquele dia instalada. Não tinha como prever o que estava iniciando naquele dezesseis de junho. Goiás era sertão. Goiânia tinha 80 mil habitantes, com um bispo ainda desconhecido. Era a hora da Providência. Juscelino tirava do cerrado a futura capital. O sonho começou a se realizar. Capital Federal no coração da Pátria, no território da Arquidiocese de Goiânia. Criou as primeiras paróquias na nova capital do país, convidou religiosos e religiosas para o interior da Arquidiocese, reuniu e animou os padres, convocou a Reunião dos Bispos da Província Eclesiástica, criou-se a Revista da Arquidiocese, adquiriu a Rádio Difusora. Incrementou o andamento das obras da Catedral de Goiânia, iniciou a construção do Seminário Santa Cruz, a organização da Cúria Metropolitana. Daí em diante surgem as dioceses de São Luís de Montes Belos, a Arquidiocese de Brasília, Diocese de Rubiataba, Ipameri, Anápolis, Itumbiara, Miracema do Tocantins”.

Matriz de Campinas no Século XX

Com o surgimento da Catedral e de outras paróquias, a Matriz ganhou companhia. Não era mais uma Paróquia solitária, mas não perdeu sua importância e nem deixou de realizar sua vocação terna e carinhosa de mãe com espírito acolhedor. Goiânia abraçou Campinas com o crescimento. Muitas paróquias foram criadas. Cada uma com o direito de ser chamada “Matriz”. Mas ao se falar de Igreja Matriz na Arquidiocese de Goiânia pensa-se imediatamente na Matriz de Campinas. Matriz é Mãe.

A atual igreja é a maior de Goiânia. Abriga cerca de 930 pessoas sentadas e outro tanto de pé. Foi construída na década de 60, quando o pároco era o Pe. Nelson Antonino. Sem dúvida é a igreja mais movimentada e procurada de Goiânia. No fim do século XX, em cada semana já passavam pela Matriz umas 30.000 pessoas. Cada 3ª feira acontecem as Novenas Perpétuas que começaram na década de 50. Em 1996 eram celebradas 6 novenas cada terça-feira. No ano jubilar 2000 eram 14 horários, atualmente são 15 horários de novenas. Nesse ano a Matriz foi declarada oficialmente Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ainda sobre as novenas é de se notar que cada novena dura em média 50 minutos. São mais de 15.000 pessoas que freqüentam as Novenas semanalmente.

Os Párocos redentoristas

Os redentoristas dirigem a Paróquia de Campinas desde janeiro de 1895. Em 1894 o Padre Inácio Antônio da Silva era o pároco e foi ele que recebeu os redentoristas no dia 12 de dezembro e entregou-lhes a Paróquia no dia 20/01/1895, na Festa de São Sebastião. E como os missionários trabalham em equipe, de lá para cá centenas deles já trabalharam na Paróquia Nossa Senhora da Conceição. A lista dos párocos é a seguinte:

1894 – Chegada dos Redentoristas, vindos da Alemanha (12/12/1894)1895 – Pe. Gebardo Wiggermann

1896 – Pe. Lourenço Gahr

1898 – Pe. José Wendl

1904 – Pe. Gebardo Wiggermann

1906 – Pe. José Wendl

1908 – Pe. Antão Jorge Heckenblaichner

1916 – Pe. José Clemente Heinrich

1917 – Pe. Francisco Braz Alves

1919 – Pe. Carlos Hildebrand

1922 – Pe. João Batista Kiermaier

1924 – Pe. Conrado Kolmann

1926 – Pe. Lourenço Hubbauer

1930 – Pe. Carlos Eugênio Johner

1933 – Pe. Conrado Kolmann

1936 – Pe. José Sebastião Schuvartzmaier

1939 – Pe. André Batista Troidl

1942 – Pe. Conrado Kolmann

1943 – Pe. Alexandre Miné

1946 – Pe. Oscar Chagas de Azeredo

1948 – Pe. Antônio Penteado de Oliveira

1953 – Pe. Artur Bonotti

1955 – Pe. Gabriel Maria Vilela

1956 – Pe. Antonio Andrade

1959 – Pe. Miguel Poce

1965 – Pe. Leodônio Marques de Assis

1967 – Pe. Jesus Flores

1970 – Pe. Maurílio Fernandes

1971 – Pe. Luís Ítalo Zômpero

1972 - Pe. Silvério Negri

1976 – Pe. Henrique Strehl

1978 – Pe. Luís Marcos de Macedo

1980 – Pe. Jesus Flores

1981 – Pe. Henrique Sebastião Demartini

1982 – Pe. Henrique Strehl

1986 – Pe. Vicente André de Oliveira

1988 – Pe. Jesus Flores

1990 – Pe.Walmir Garcia dos Santos

1991 – Pe.Alcides de Lima Júnior

1996 – Pe. Maurício Brandolize

2002 – Pe. Jesus Flores

2005 – Pe. Walmir Garcia dos Santos
 
2015 - Pe. João Otávio Martins

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