Home Textos Marianos Rainha dos Céus, alegrai-vos, aleluia!
Rainha dos Céus, alegrai-vos, aleluia!

Pe. Ângelo apresenta um texto muito bonito sobre a presença de Maria nos momentos decisivos da vida de seu filho Amado, inclusive na Ressurreição. Como teria sido este encontro?

altEra Quinta-feira Santa; Jesus, após a Ceia Pascal está se despedindo dos discipulos. Para eles e para o proprio Jesus estava chegando a hora do derradeiro testemunho: “Pai, chegou a hora! Glorifi ca o teu filho!”(Jo 17,1). A angústia e o medo fazem Jesus suar sangue e tremer de medo: “Tomado de angústia, Jesus rezava com mais insistência. Seu suor se tornou como gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22,44).

O amigo que o trai: “Judas, com um beijo você trai o filhodo Homem?” (Lc 22,48); O abandono e a fuga dos discípulos: a negação de Pedro; a zombaria e o escárnio perante o Sinédrio; o pretório de Pilatos. Começava a sexta-feira: acusações, ameaças, mentiras e a sentença: “Que seja crucificado” (Lc 23,24). Carregando a cruz, foi levado para o Calvário: “Quando chegaram ao lugar, chamado “lugar da Caveira”, aí crucificaram Jesus” (Lc 23,33). Três horas de agonia... Das veias abertas jorra sangue, derramado na cruz, para o perdão e para a vida do mundo. “A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz”. Mãe e fi lho unidos no mesmo martírio e na mesma dor, para dar vida ao mundo: “Eis aí seu fi lho; eis aí a sua Mãe” (Jo 19,25-27). um sepulcro aberto na rocha recebe o cadáver do Senhor da Vida: “Se o grão de trigo,plantado na terra, não morre, fica sozinho. Mas, se morre, produz muito fruto” (Jo 12,24).

Sábado da solidão, da soledade: ninguém pode trabalhar, ninguém deve andar: a criação guarda luto pelo autor da vida que morreu assassinado. João acolhe Maria em sua casa.

Os discípulos, prudentes e medrosos se escondem no Cenáculo: portas e janelas fechadas e trancadas; a natureza, silenciosa, guarda velório pela vida que morreu. No coração da Mãe, a Senhora das Dores, a expectativa cresce a cada hora que passa. foi assim também em Belém, quando as dores do parto anunciavam que estava chegando a hora da “luz verdadeira que ilumina todo homem” aparecer no mundo (Jo 1,8). Os dias se completaram, e “Maria deu a luz seu filho primogênito e o colocou na manjedoura” (Lc 2,7). O túmulo se enche de luz; a pedra que fecha o sepulcro é atirada para longe, os guardas são arremessados para bem longe, e a luz verdadeira refulge na escuridão da noite: Ressuscitou, como tinha prometido, Aleluia! “Não procurem entre os mortos aquele que está vivo.” (Lc 24,6) Era o primeiro dia da semana da nova criação.

Era o recomeço da nova história para a nova humanidade. Como a fagulha ligeira em meio à palha seca do medo e da descrença, a novidade vai acendendo alegria, cânticos e felicidade nos corações... Ele ressuscitou verdadeiramente... apareceu à Maria Madalena, a Pedro, aos discípulos reunidos, aos discípulos descrentes na estrada de Emaús...

Por respeito ao mistério de amor e de encantamento, a Escritura deixa de relatar o encontro do filho Ressuscitado com sua Mãe querida. Você leitor, leitora amiga, contemple, extasie-se, ao meditar este momento feliz do encontro da Mãe e do filho. A Bíblia não relata este momento maravilhoso, porque seu interesse era quebrar a resistência dos que não acreditavam. Maria nunca duvidou da vitória fi nal do filho!

“Rainha dos céus, alegraivos,aleluia! Porque, aquele que merecestes trazer em vosso seio, ressuscitou verdadeiramente, Aleluia, Aleluia!”
 
PE. ÂnGELO LICAtI, C.SS.R.
Missionário Redentorista